Cine Goiânia Ouro - R$ 1,00
CINE UFG - Gratuito
Os residentes das províncias de Nápoles e Caserta precisam enfrentar todos os dias “valores” como: poder, dinheiro e sangue. Eles raramente têm alguma chance e praticamente são obrigados a obedecer às regras do sistema-chamado Camorra. Apenas alguns poucos podem pensar em ter uma vida normal. Neste cenário são desenvolvidas cinco histórias de pessoas que vivem num mundo aparentemente imaginário, mas profundamente afogado na realidade.
As entradas no Cine Goiânia Ouro é de R1,00
e no Cine UFG são gratuitas
ABERTURA
CINE GOIÂNIA OURO
06/10 às 19h30
PALESTRA: Uma sociedade em crise
com a profa. Dra. Elisabetta Chiacchella*
Università per Stranieri di Perugia-Italia
Um dia, enquanto brincava fora de casa, Michele, um menino de nove anos, descobre Filippo, uma criança que está presa e acorrentada no fundo de um buraco. Ele suspeita que Felice , um habitante notadamente desprezível da cidade, tenha algo a ver com isso. Quando Michele conta aos pais o que viu, eles o mandam esquecer o assunto. Contudo, o mistério é bem mais terrível do que ele poderia imaginar.
O filme trata da desilusão na política da juventude dos anos 60. Decepcionado com o comunismo e consigo mesmo, Fabrizio, jovem italiano, renega a burguesia, mas não se rende ao movimento revolucionário, vivendo um amor turbulento com sua tia.
Religião, família, pátria e propriedade são temas discutidos no filme. Uma violenta crítica à família e à burguesia. Uma mãe de quatro filhos não consegue educá-los, nem administrar a casa. Um dos filhos é epiléptico, agindo de forma sádica e destrutiva. A filha, aparentemente normal, age de maneira infantil e possui um sentimento mórbido em relação ao irmão Alessandro. Um retrato do desespero de uma geração frustrada. Marco Bellocchio, que com este filme de estréia influenciou o Cinema Novo mundial, é um dos raros diretores italianos em atividade a se dedicar a entrechos sócio-políticos, como no recente Bom Dia, Noite (2003)
omem está acordado:
No final dos anos Sessenta em Cinisi, uma pequena cidade siciliana, a máfia domina e controla a vida quotidiana, além das licitações para o aeroporto de Punta Raisi e o tráfico de droga. O jovem Peppino Impastato entra no turbilhão da contestação direcionando-a com originalidade, às exigências locais. Apre uma pequena rádio através da qual fustiga com a arma da ironia os poderosos do lugar, dentro os quais Zio Tano (Badalamenti). Peppino será massacrado e tentam fazer parecer um suicídio. Se for visto com um olhar ideologizado, Os cem passos (que se inspira em fatos realmente acontecidos), com as bandeiras vermelhas e os punhos fechados durante o funeral de Impastato, parecerá um filme de propaganda de esquerda, mas na verdade é um filme de engajado na tentativa de formar o cidadão (que não se envergonha de citar o diretor Rosi de Le mani sulla città- As mão sobre a cidade) que se propõe a nos lembrar que a luta contra o complexo fenômeno que recebe o nome de máfia não deve ser de um lado só.
A bela Antonietta (Sophia Loren), uma dona de casa negligenciada pelo marido fascista, e o radialista Gabrielle (Marcello Mastroianni), um homossexual depressivo, conhecem-se na primavera de 1938 exatamente no dia em que Roma celebra a visita de Adolf Hitler a Benito Mussolini. O estranho casal vive uma intensa relação humana que, apesar dos dramas e esperanças compartilhados, não altera em nada o rumo de suas vidas. Com um elenco primoroso, ressaltado pela química entre o casal de protagonistas, UM DIA MUITO ESPECIAL recebeu os prêmios César e Globo de Ouro como Melhor Filme Estrangeiro e foi indicado na mesma categoria para o Oscar®, rendendo também a Marcello Mastroianni sua segunda indicação da Academia.
Lulu é um operário padrão que desperta a ira dos colegas devido a sua alta produtividade, servindo de exemplo pela direção da empresa. Depois de sofrer um acidente de trabalho, rebela-se contra a fábrica em que trabalha e se aproxima de líderes estudantil radicais. O processo de engajamento político do operário é acompanhado de conflitos familiares, questionamentos sobre a vida de operário e pelos constante presença de sindicalistas e estudantes na porta da fábrica discursando para os trabalhadores.
Boston, início dos anos 1920. Nicola Sacco (Riccardo Cucciolla) e Bartolomeo Vanzetti (Gian Maria Volonté) são dois imigrantes italianos, sendo o primeiro um sapateiro e o outro um peixeiro, que são detidos pela polícia. Eram anarquistas e italianos. Sacco e Vanzetti foram acusados de um assassinato, que aconteceu em 15 de abril de 1920. O julgamento deles deixou de ser algo baseado na justiça e sim na política, pois deviam ser condenados por serem estrangeiros e seguirem uma doutrina política que se opunha ao conservadorismo, que tinha as rédeas do poder nos Estados Unidos. Foram executados em agosto de 1927 na cadeira elétrica.
Italia, 1924: O socialista Giacomo Matteotti solicita à Camara que anule as eleições ocorridas no dia 06 de abri daquele ano porque a maioria dos votos, dados aos fascistas foi obtida ilegalmente e com violência. No dia 10 de junho do mesmo ano os fascistas seqüestraram e mataram Giacomo Matteotti, dando início – com a declaração de Mussolini que assume a responsabilidade política e moral do delito, em janeiro – ao verdadeiro período da ditadura fascista. .
Em 1980 Paolo Borsellino foi encarregado de conduzir as investigações e inquéritos iniciados pelo capitão dos “carabinieri” Basile, morto a sangue frio em Palermo logo após ter entregue um dossier sobre as atividades de vários grupos mafiosos, em particular do grupo dos Corleonesi encabeçada por Totò Riina. Se prepara um esquadrão – que se tornará o famoso pool anti-máfia – e Borsellino pensa imediatamente nos juízes Chinnici e Falcone e nos jovens delegados Montana, Cassarà, Di Lillo e Guarnotta. As investigações do pool levam a dois químicos franceses, financiados para refinar uma enorme quantidade de morfina adquirida na Turquia e que deveria ser revendida como heroína. Se descobre, depois, que os bancos mais importantes estavam envolvidos na lavagem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Enquanto os magistrados e os seus colaboradores trazem à luz uma rede sempre mais intrincada, a vida pessoal deles vai ficando cada vez mais exposta a ameaças. Todos eles e as suas famílias são protegidos por uma escolta e suas vidas sofrem grandes mudanças. Paolo Borsellino, acusado pela mulher e os filhos de não estar com a família como antes, vê sua filha mais velha, Lucia, adoecer com anorexia. Quando o juiz Chinnici é vítima de um atentado à bomba, Lucia, que era muito apegada a ele, piora e padece de uma síndrome de pânico. 

Operários de uma industria italiana no final no final do século XIX pugnam por menos horas de trabalho (um deles afirma que ao sair, antes do nascer do sol, o filho ainda está dormindo e quando volta, de noite, ele já está dormindo). Os patrões reagem. Há acidentes e um dia aparece no lugar um professor chamado Sinigaglia (Mastroianni), logo disposto a ajudá-los. Começa uma greve. E os sacrifícios custam a sensibilizar os donos da fábrica que resolvem apelar para a violência como forma de conter o movimento.