quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Preço do Cinema

Cine Goiânia Ouro - R$ 1,00
CINE UFG - Gratuito

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Gomorra

Os residentes das províncias de Nápoles e Caserta precisam enfrentar todos os dias “valores” como: poder, dinheiro e sangue. Eles raramente têm alguma chance e praticamente são obrigados a obedecer às regras do sistema-chamado Camorra. Apenas alguns poucos podem pensar em ter uma vida normal. Neste cenário são desenvolvidas cinco histórias de pessoas que vivem num mundo aparentemente imaginário, mas profundamente afogado na realidade.

Poder, dinheiro e sangue: esses são os valores que os residentes das províncias de Nápoles e Caserta têm de enfrentar todos os dias. Eles raramente têm alguma chance e praticamente são obrigados a obedecer às regras do sistema chamado Camorra. Apenas alguns poucos podem pensar em ter uma vida normal. Neste cenário são desenvolvidas cinco histórias de pessoas que vivem num mundo aparentemente imaginário, mas profundamente afogado na realidade.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Programação: Filmes, Debates e Debatedores

CINE GOIÂNIA OURO

As entradas no Cine Goiânia Ouro é de R1,00

e no Cine UFG são gratuitas


ABERTURA
CINE GOIÂNIA OURO

06/10 às 19h30

PALESTRA: Uma sociedade em crise
com a profa. Dra. Elisabetta Chiacchella*
Università per Stranieri di Perugia-Italia


Filme: DE PUNHOS CERRADOS
Diretor: Marco Bellocchio - 1969

*Elisabetta Chiacchella, docente de Língua Italiana na Università per Stranieri di Perugia-Itália desde de 1986.Autora de vários livros de língua e cultura italiana para estrangeiros é responsável pelos Cursos de Formação de professores de italiano, tanto na Itália como no exterior, ocupando-se em particular da didática do ensino do italiano através de textos literários. Publicou várias resenhas na revista Film - especializada em cinema – do Centro de Estudos Cinematográficos de Roma, publicou artigos sobre o uso da metáfora nos contos de Giorgio Bassani e sobre a literatura fantástica em algumas obras de Jorge Luis Borges. Foi curadora do Ciclo de Palestras dedicado à obra de Leonardo Sciascia. No verão de 2006 e de 2008 ensinou Literatura italiana contemporânea nos Cursos avançados da Università per Stranieri di Perugia. Titulo do seu último curso: “Literatos italianos dos anos 70: em busca de uma memória comum do caso Moro”, sobre o seqüestro e assassinato do político demo-cristão Aldo Moro pelas Brigadas vermelhas em 1978.Participou, em 2007, do IX FICA – Festival de Cinema Ambiental de Goiás, com um trabalho sobre a Literatura italiana e o cinema, traduzido para o português e publicado na Revista da UFG em junho de 2009.

Dia 07/10/09 QUARTA-FEIRA

às 12h
A CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO
Diretor: Elio Petri - 1971

Às 15h30
ANTES DA REVOLUÇÃO
Diretor: Bernardo Bertolucci - 1964

Às 20h30
EU NÃO TENHO MEDO
Diretor: Gabriele Salvatores - 2003

Dia 08/10/09 – QUINTA-FEIRA

Às 12h
ANTES DA REVOLUÇÃO
Diretor: Bernardo Bertolucci - 1964

Às 15h30
O CONFORMISTA
Diretor: Bernardo Bertolucci – 1970

Às 20h30
PALESTRA: Geografia e Cinema
Prof. Dr. Romualdo Pessoa Campus Filho*
Instituto de Estudos Sócio-Ambientais - UFG

GOMORRA
Diretor: Matteo Garrone - 2009

*Romualdo Pessoa Campos Filho Possui graduação em História pela Universidade Federal de Goiás (1988) e mestrado em História pela Universidade Federal de Goiás (1995). Desde 1995 é professor da Universidade Federal de Goiás e Atualmente é Secretário Regional da SBPC-GO. Tem experiência na área de História, com ênfase em História das Sociedades Agrárias, atuando principalmente nos seguintes temas: guerrilha do araguaia, globalização, universidade, neoliberalismo, globalização, fronteiras, territórios e redes, geopolítica e geografia política, geopolítica da água e biodiversidade

Dia 09/10/09 – SEXTA-FEIRA

Às 12h
FEIOS, SUJOS E MALVADOS
Diretor: Ettore Scola - 1976

Às 15h30
A CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO
Diretor: Elio Petri – 1971

Às 19h30
PALESTRA: Fascismo na Itália
Profa. Dra. Elisabetta Chiacchella
Università per Stranieri di Perugia-Italia

UM DIA MUITO ESPECIAL
Diretor: Ettore Scola – 1977

Dia 10/10/09 - SÁBADO

Às 12h
SACCO E VANZETTI
Diretor: Giuliano Montaldo – 1971

Às 15h30
DE PUNHOS CERRADOS
Diretor: Marco Bellocchio – 1969

Às 20h30
O DELITO MATTEOTTI
Diretor: Florestano Vancini – 1973

Dia 11/10/09 - DOMINGO

Às 12h
EU NÃO TENHO MEDO
Diretor: Gabriele Salvatores – 2003

ÀS 15h30
UM DIA MUITO ESPECIAL
Diretor: Ettore Scola – 1977

Às 19h30
PALESTRA: História e fascismo
Prof.Dr. João Alberto da Costa Pinto*
Dep. História – FCHF-UFG

O CONFORMISTA
Diretor: Bernardo Bertolucci – 1970

*João Alberto da Costa Pinto - Doutor em História Contemporânea pela Universidade Federal Fluminense (2005); Professor no Programa de Pós-Graduação (Mestrado / Doutorado) em História da UFG e Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em História Contemporânea (NEPHC) da Faculdade de História da UFG.


Dia 12/10/09 – SEGUNDA-FEIRA

Às 12h
DE PUNHOS CERRADOS
Diretor: Marco Bellocchio – 1964

Às 15h30
OS COMPANHEIROS
Diretor: Mario Monicelli – 1963

Às 20h30
A CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO
Diretor: Elio Petri – 1971

Dia 13/10/09 – TERÇA-FEIRA

Às 12h
UM DIA MUITO ESPECIAL
Diretor: Ettore Scola – 1977

Às 15h30
FEIOS, SUJOS E MALVADOS
Diretor: Ettore Scola – 1976

Às 20h30
O DIVO (Il Divo)
Diretor: Paolo Sorrentino - 2008

Dia 14/10/09 – QUARTA-FEIRA

Às 12h
ANTES DA REVOLUÇÃO
Direção: Bernardo Bertolucci - 1964

Às 15h30
O CONFORMISTA
Direção: Bernardo Bertolucci – 1970

Às 20h30
UM DIA MUITO ESPECIAL
Direção: Ettore Scola – 1977

Dia 15/10/09 – QUINTA-FEIRA

Às 12h
OS COMPANHEIROS
Direção: Mario Monicelli – 1963

15h30
OS CEM PASSOS (I Cento Passi)
Diretor: Marco Tullio Giordana – 2000

Às 19h30
PALESTRA: Ideologia, Manipulação e Justiça
Prof. Dr. Pedro Sérgio dos Santos*
Faculdade de Direito – UFG

SACCO E VANZETTI
Diretor: Giuliano Montaldo – 1971

PEDRO SERGIO DOS SANTOS: FILHO DO GOLPE, NASCIDO EM 1964, EM BRASILIA DF- PORTANTO UM LEGITIMO CANDANGO/GRADUADO EM FILOSOFIA, DIREITO E TEOLOGIA/ MESTRE E DOUTOR EM DIREITO PENAL E CRIMINOLOGIA/ DEVOTO DE NOSSA SENHORA APARECIDA/ AUTOR DE ALGUNS LIVROS/ PEÇA TEATRAL E ADVOGADO. MEMBRO DA COMISSÃO DE JUSTIÇA E PAZ E PASTORAL CARCERÁRIA DA ARQUIDIOCESE DE GOIANIA.


Dia 16/10/09 – SEXTA-FEIRA

Às 12h
OS CEM PASSOS (I Cento Passi)
Diretor: Marco Tullio Giordana – 2000

Às 15h30
GOMORRA
Diretor: Matteo Garrone – 2008

Às 20h30
O DELITO MATTEOTTI
Diretor: Florestano Vancini – 1973

Dia 17/10/09 – SÁBADO

Às 12h
À LUZ DO SOL (Alla luce del sole)
Diretor: Roberto Faenza – 2004

Às 15h30
OS CEM PASSOS (I cento passi)
Diretor: Marco Tullio Giordana – 2000

Às 19h30
PALESTRA: Semiótica e Cinema
Prof. Dr. Sebastião Milani*
Faculdade de Letras – UFG

FEIOS, SUJOS E MALVADOS
Diretor: Ettore Scola - 1976

Sebastiao Elias Milani Possui graduação em Letras - Português e Francês pela Universidade Estadual Paulista - Campus de Assis (1989), graduação em Ciências Contábeis pela Faculdade de ciências econômicas de Presidente Prudente (1985), mestrado em Lingüística pela Universidade de São Paulo (1994), subárea Historiografia Lingüística, e doutorado em Semiótica e Lingüística geral, subárea Historiografia Lingüística, pela Universidade de São Paulo (2000). Atualmente é estatutário DE - adjunto III da Universidade Federal de Goiás - UFG. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Historiografia Lingüística, atuando principalmente nos seguintes temas: na graduação em Letras, Lingüística geral, Sociolingüística e Teoria Semiótica, e na pós-graduação em Lingüística, Historiografia Lingüística. É líder do grupo de pesquisa em Historiografia Lingüística - IMAGO.


CINE UFG

07/10/09 – QUARTA-FEIRA

às 9h
O CONFORMISTA
Diretor: Bernardo Bertolucci – 1970

Às 14h30
DE PUNHOS CERRADOS
Diretor: Marco Bellocchio – 1969
PALESTRA – Uma sociedade em crise
Profa. Dra. Elisabetta Chiacchella
Università per Stranieri di Perugia – Italia

08/10/09 – QUINTA-FEIRA

Às 9h
ANTES DA REVOLUÇÃO
Diretor: Bernardo Bertolucci - 1964

Às 14h30
UM DIA MUITO ESPECIAL
Diretor: Ettore Scola – 1977

PALESTRA – Fascismo na Itália
Profa. Dra. Elisabetta Chiacchella
Università per Stranieri di Perugia – Italia

09/10/09 – SEXTA-FEIRA

Às 9h
O DIVO (Il Divo)
Diretor: Paolo Sorrentino – 2008

Às 14h30
FEIOS, SUJOS E MALVADOS
Diretor: Ettore Scola – 1976


19/10/09 - SEGUNDA-FEIRA

Às 9h
EU NÃO TENHO MEDO
Diretor: Gabriele Salvatores – 2003

Às 14h30
PALESTRA: Fascismo na Espanha e Itália
Prof. Dr. Anton Corbacho Quintela*
Faculdade de Letras – UFG

UM DIA MUITO ESPECIAL
Diretor: Ettore Scola - 1977

Antón Corbacho Quintela Formação acadêmica: Licenciado em Filologia Hispânica (área de galego-português) pela Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela (1996). Licenciado com grau [mestre] com a tesina [dissertação]: O tratamento do sertão em Sagarana de J. Guimarães Rosa: a sua canonização entre 1937 e 1956 (2001). Depositou a sua tese de doutorado com o título: A aculturação e os galegos no Brasil: o vazio galeguista (2009). Atuação profissional: Desde 1997 é professor efetivo de Literaturas em Língua Espanhola na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás.


20/10/09 – TERÇA-FEIRA

Às 9h
PAOLO BORSELLINO (legendas em italiano)
Diretor: Gianluca Maria Tavarelli – 2005

Às 14h30
PALESTRA: A moda no cinema
Iara Jerônima S.Baco Caracanha
Graduanda em Design de Moda – FAV/UFG

O CONFORMISTA
Diretor: Bernardo Bertolucci

21/10/09 – QUARTA-FEIRA

Às 9h
OS CEM PASSOS (I cento passi)

14h30
PALESTRA: Cinema e organização sindical
Eládio Garcia Sá Teles*
Cineasta (EBC/TV Brasil)

A CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO
Diretor: Elio Petri – 1971

Eládio Garcia Sá Teles. diretor, produtor e roteirista. Natural de São Paulo (SP), nascido em 18 de outubro de 1964. de onde mudou-se para Goiânia em 1982. Na década de 80 participou do cenário rock da cidade como guitarrista, vocalista e produtor de shows e eventos. Iniciou sua carreira como profissional de cine e vídeo na função de assistente de produção de vídeos publicitários em 1987. Em 1988 foi coordenador de produção da primeira campanha para prefeito de Pedro Wilson/PT. A partir de 1990 passou a criar, dirigir e produzir eventos de audiovisual e clips alternativos (Zona Zine - primeiro fanzine eletrônico do centro oeste, Programa de Índio - primeiro programa de música independente e esportes radicais de Goiás). Seu primeiro trabalho a participar de festivais, como roteirista, co-direjtor e produtor, foi “A Lenda da Árvore Sagrada” premiado no I FICA (melhor produção Goiana, 1999), no VII Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá (vídeo revelação, 1999) e no XXIII Guarnicê de Cinema e Vídeo do Maranhão (melhor edição em vídeo 2000). Em 2001 roteirizou, dirigiu e produziu o curta “Espreita”, um suspense filmado e montado em 35mm.A partir de então passou a fazer produção executiva de diversos diretores estreantes em Goiânia. Roteirizou, produziu e dirigiu “A Caverna , curta de ficção gravado em 2004.Desde 1999 tem forte atuação na organização de movimentos sociais relativos ao audiovisual e no segmento cultural . Atualmente trabalha como coordenador na Diretoria de Produção da TV Brasil/EBC.

22/10/09 – QUINTA-FEIRA

Às 9h
SACCO E VANZETTI
Diretor: Giuliano Montaldo – 1971

Às 14h30
GOMORRA
Diretor: Matteo Garrone - 2008


23/10/09 – SEXTA-FEIRA

Às 9h
À LUZ DO SOL (Alla luce del sole)
Diretor: Roberto Faenza – 2004

Às 14h30
PALESTRA: O Mundo do Trabalho
Prof. Dr. Adriano Correia*
Faculdade de Filosofia – UFG

OS COMPANHEIROS
Diretor: Mario Monicelli – 1963

Adriano Correia, professor da Faculdade de Filosofia da UFG, doutorou-se em filosofia em 2002 na Universidade Estadual de Campinas, com uma tese sobre a obra da pensadora política Hannah Arendt. Tem publicado artigos e livros sobre filosofia política - como o volume Hannah Arendt, da coleção Passo a Passo, da ed. Zahar, em 2007 - assim como traduzido textos como "Trabalho, obra, ação" (http://www.fflch.usp.br/df/cefp/Cefp7/arendt.html), de Hannah Arendt. Ministrou uma palestra sobre política e cinema na primeira edição do festival Perro Loco e também participou do ciclo de Filosofia e Cinema organizado pelos alunos da Faculdade de Filosofia da UFG, falando sobre o filme Concorrência desleal, de Ettore Scola.

Io non ho paura (Eu não tenho medo)

Um dia, enquanto brincava fora de casa, Michele, um menino de nove anos, descobre Filippo, uma criança que está presa e acorrentada no fundo de um buraco. Ele suspeita que Felice , um habitante notadamente desprezível da cidade, tenha algo a ver com isso. Quando Michele conta aos pais o que viu, eles o mandam esquecer o assunto. Contudo, o mistério é bem mais terrível do que ele poderia imaginar.

Ano: 2003
Gênero: Drama, suspense,
Duração: 108min/cor
Baseado no romance de Niccolò Ammanitti “Eu não tenho medo”
Direção Gabriele Salvatores
Elenco Giuseppe Cristiano, Mattia Di Pierro, Adriana Conserva, Fabio Tetta, Giulia Matturo, Stefano Biase, Fabio Antonacci, Aitana Sánchez-Gijón, Dino Abbrescia, Giorgio Careccia

Prima della Revoluzione (Antes da Revolução)

O filme trata da desilusão na política da juventude dos anos 60. Decepcionado com o comunismo e consigo mesmo, Fabrizio, jovem italiano, renega a burguesia, mas não se rende ao movimento revolucionário, vivendo um amor turbulento com sua tia.
Direção: Bernardo Bertolucci
Ano: 1965,
País: Itália
Gênero: Drama,
Duração: 115 min
. / p&b

Os Punhos Cerrados

Religião, família, pátria e propriedade são temas discutidos no filme. Uma violenta crítica à família e à burguesia. Uma mãe de quatro filhos não consegue educá-los, nem administrar a casa. Um dos filhos é epiléptico, agindo de forma sádica e destrutiva. A filha, aparentemente normal, age de maneira infantil e possui um sentimento mórbido em relação ao irmão Alessandro. Um retrato do desespero de uma geração frustrada. Marco Bellocchio, que com este filme de estréia influenciou o Cinema Novo mundial, é um dos raros diretores italianos em atividade a se dedicar a entrechos sócio-políticos, como no recente Bom Dia, Noite (2003)
diretor Marco Bellocchio,
música Ennio Morricone;
elenco: Lou Castel, Paola Pitagora, Marino Masé, Liliana Gerace, Stefania
105 minutos
P&B, 35mm

IL Divo

Em Roma, ao amanhecer, quando todos ainda dormem um homem está acordado:
Giulio Andreotti. Ele tem que trabalhar, escrever livros e, ainda, rezar. Calmo, misterioso e astuto, há quatro décadas é sinônimo de poder na Itália. No começo dos anos 90, assumiu seu sétimo mandato como primeiro ministro, sem arrogância e tampouco humildade. Perto dos 70 anos, Andreotti não conhece o significado da palavra medo, embora esteja acostumado a vê-lo estampado no rosto de seus interlocutores. Sua relação com o poder é simbiótica. Quase intocável, ele sai incólume de tudo: batalhas eleitorais, massacres terroristas, acusações difamatórias. Isso até a Máfia declarar guerra a ele. Aí as coisas mudam, até mesmo para o imortal Andreotti. Mas será que mudam mesmo ou apenas parecem mudar? Uma coisa é certa: é difícil atingir Andreotti, o homem que conhece os meandros do mundo melhor do que ninguém.

Estrelando: Anna Bonaiuto, Flavio Bucci, Carlo Buccirosso,
Giorgio Colangeli, Piera Degli Esposti, Paolo Graziosi, Toni Servillo.

Dirigido por: Paolo Sorrentino

I Cento Passi (Os Cem Passos)

No final dos anos Sessenta em Cinisi, uma pequena cidade siciliana, a máfia domina e controla a vida quotidiana, além das licitações para o aeroporto de Punta Raisi e o tráfico de droga. O jovem Peppino Impastato entra no turbilhão da contestação direcionando-a com originalidade, às exigências locais. Apre uma pequena rádio através da qual fustiga com a arma da ironia os poderosos do lugar, dentro os quais Zio Tano (Badalamenti). Peppino será massacrado e tentam fazer parecer um suicídio. Se for visto com um olhar ideologizado, Os cem passos (que se inspira em fatos realmente acontecidos), com as bandeiras vermelhas e os punhos fechados durante o funeral de Impastato, parecerá um filme de propaganda de esquerda, mas na verdade é um filme de engajado na tentativa de formar o cidadão (que não se envergonha de citar o diretor Rosi de Le mani sulla città- As mão sobre a cidade) que se propõe a nos lembrar que a luta contra o complexo fenômeno que recebe o nome de máfia não deve ser de um lado só.
Um filme de Marco Tullio Giordana.
Com Luigi Lo Cascio, Luigi Maria Burruano, Lucia Sardo, Paolo Briguglia, Tony Sperandeo.
Dramático
duração 114 min.
Italia 2000.

Una Giornata Particolare (Uma dia muito especial)

A bela Antonietta (Sophia Loren), uma dona de casa negligenciada pelo marido fascista, e o radialista Gabrielle (Marcello Mastroianni), um homossexual depressivo, conhecem-se na primavera de 1938 exatamente no dia em que Roma celebra a visita de Adolf Hitler a Benito Mussolini. O estranho casal vive uma intensa relação humana que, apesar dos dramas e esperanças compartilhados, não altera em nada o rumo de suas vidas. Com um elenco primoroso, ressaltado pela química entre o casal de protagonistas, UM DIA MUITO ESPECIAL recebeu os prêmios César e Globo de Ouro como Melhor Filme Estrangeiro e foi indicado na mesma categoria para o Oscar®, rendendo também a Marcello Mastroianni sua segunda indicação da Academia.

Título no Brasil: Um Dia Muito Especial
Título Original: Una Giornata Particolare
País de Origem: Itália / Canadá
Gênero: Drama
Classificação etária: 18 anos
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento: 1977
Direção: Ettore Scola

La classe operaia va in paradiso ( A classe operária vai ao paraíso)

Lulu é um operário padrão que desperta a ira dos colegas devido a sua alta produtividade, servindo de exemplo pela direção da empresa. Depois de sofrer um acidente de trabalho, rebela-se contra a fábrica em que trabalha e se aproxima de líderes estudantil radicais. O processo de engajamento político do operário é acompanhado de conflitos familiares, questionamentos sobre a vida de operário e pelos constante presença de sindicalistas e estudantes na porta da fábrica discursando para os trabalhadores.
Gênero: Drama
Diretor: Elio Petri
Duração: 126 minutos
1971
Elenco Gian Maria Volantè, Maiangela Melato, Gino Pernice, Salvo Randone, Luigi Diberti.

Sacco e Vanzetti

Boston, início dos anos 1920. Nicola Sacco (Riccardo Cucciolla) e Bartolomeo Vanzetti (Gian Maria Volonté) são dois imigrantes italianos, sendo o primeiro um sapateiro e o outro um peixeiro, que são detidos pela polícia. Eram anarquistas e italianos. Sacco e Vanzetti foram acusados de um assassinato, que aconteceu em 15 de abril de 1920. O julgamento deles deixou de ser algo baseado na justiça e sim na política, pois deviam ser condenados por serem estrangeiros e seguirem uma doutrina política que se opunha ao conservadorismo, que tinha as rédeas do poder nos Estados Unidos. Foram executados em agosto de 1927 na cadeira elétrica.
Apoiado na tocante canção tema de Joan Baez e Ennio Morricone, o cineasta Giuliano Montaldo (Giordano Bruno) reconstitui a história real dos imigrantes italianos Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, acusados de assassinato e levados a julgamento em 1921, nos Estados Unidos. Por serem anarquistas, são condenados à morte num dos mais famosos erros judiciais do século XX. Nos anos seguintes, a luta pela anulação da sentença leva milhares de pessoas às ruas em todo o mundo.
Proibido no Brasil durante a ditadura militar, Sacco & Vanzetti é um filme inesquecível sobre uma página obrigatória da história contemporânea.
1971
direção: Giuliano Montaldo
atores: Gian Maria Volonté , Riccardo Cucciolla , Cyril Cusack , Rosanna Fratello , Geoffrey Keen
duração: 01 hs 59 min

Il Delitto Matteotti (O delito Matteotti)

Italia, 1924: O socialista Giacomo Matteotti solicita à Camara que anule as eleições ocorridas no dia 06 de abri daquele ano porque a maioria dos votos, dados aos fascistas foi obtida ilegalmente e com violência. No dia 10 de junho do mesmo ano os fascistas seqüestraram e mataram Giacomo Matteotti, dando início – com a declaração de Mussolini que assume a responsabilidade política e moral do delito, em janeiro – ao verdadeiro período da ditadura fascista. .
O delito Matteotti (Il delitto Matteotti) é um filme de Florestano Vancini de 1973, com Mario Adorf, Riccardo Cucciolla, Damiano Damiani, Vittorio De Sica, Giulio Girola, Manuela Kustermann, Renzo Montagnani, Gastone Moschin, Stefano Oppedisano, Umberto Orsini. Produzido na Italia. Duração: 120 minutos.
O filme de F. Vancini revisita e reconstroi, com minúcias de documentário, a história do assassinato de Giacomo Matteotti pelos fascistas. Em parte filme de ação, em parte filme de reflexão, foi, nos anos 70 o clássico filme de análise história usado pelas escolas. A reconstrução do ambiente é cuidadosa e os fatos são narrados com clareza, sem carregar muito no aspecto trágico. Um bom exemplo de "cinema politico" da década de setenta.

Il Conformista (O Conformista)


Em 1938, em Roma (Itália), Marcello (Jean Louis Trintignant) acaba de aceitar um trabalho para Mussollini e flerta com uma bela jovem, o que faz com que ele fique cada vez mais conformista. Marcello resolve viajar a Paris em sua lua de mel e aproveita para cumprir uma missão designada por seus chefes: vigiar um professor que fugiu da Itália assim que os fascistas assumiram o poder no país. Por meio de flashbacks, percebemos na importância do sexo e da violência na formação do protagonista.
Título Original: Il Conformista / Große Irrtum, Der / The Conformist
Gênero: Drama
Origem/Ano: FRA-ITA-ALE/1970
Duração: 115 min
Direção: Bernardo Bertolucci

Paolo Borselino

Em 1980 Paolo Borsellino foi encarregado de conduzir as investigações e inquéritos iniciados pelo capitão dos “carabinieri” Basile, morto a sangue frio em Palermo logo após ter entregue um dossier sobre as atividades de vários grupos mafiosos, em particular do grupo dos Corleonesi encabeçada por Totò Riina. Se prepara um esquadrão – que se tornará o famoso pool anti-máfia – e Borsellino pensa imediatamente nos juízes Chinnici e Falcone e nos jovens delegados Montana, Cassarà, Di Lillo e Guarnotta. As investigações do pool levam a dois químicos franceses, financiados para refinar uma enorme quantidade de morfina adquirida na Turquia e que deveria ser revendida como heroína. Se descobre, depois, que os bancos mais importantes estavam envolvidos na lavagem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Enquanto os magistrados e os seus colaboradores trazem à luz uma rede sempre mais intrincada, a vida pessoal deles vai ficando cada vez mais exposta a ameaças. Todos eles e as suas famílias são protegidos por uma escolta e suas vidas sofrem grandes mudanças. Paolo Borsellino, acusado pela mulher e os filhos de não estar com a família como antes, vê sua filha mais velha, Lucia, adoecer com anorexia. Quando o juiz Chinnici é vítima de um atentado à bomba, Lucia, que era muito apegada a ele, piora e padece de uma síndrome de pânico.


Direção de Gianluca Maria Tavarelli
Com: Luigi Maria Burruano, Ennio Fantastichini, Giorgio Tirabassi, Elio Germano, Daniela Giordano, Ninni Bruschetta, Andrea Tidona
Abril de 2005

Duração: 195min.Gênero: drama




Brutti, Sporchi e Cattivi (Feios, Sujos e Malvados)


Vencedor do Prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes, Feios, Sujos e Malvados é uma das obras-primas do cineasta Ettore Scola (Um Dia Muito Especial). Nesta edição especial, o filme é apresentado em versão restaurada e remasterizada no formato widescreen anamórfico.
Giacinto (Nino Manfredi em grande atuação) mora com a esposa, os dez filhos e vários parentes, num barraco de uma favela de Roma. Todos querem roubar o dinheiro que ele ganhou do seguro, por ter perdido um olho quando trabalhava. A situação fica ainda pior quando ele decide levar uma amante para dentro de casa.
Feios, Sujos e Malvados é uma comédia social corrosiva, em que Scola dialoga, de maneira brilhante, com Accattone - Desajuste Social, de Pasolini.

I Compangni (Os Companheiros)

Operários de uma industria italiana no final no final do século XIX pugnam por menos horas de trabalho (um deles afirma que ao sair, antes do nascer do sol, o filho ainda está dormindo e quando volta, de noite, ele já está dormindo). Os patrões reagem. Há acidentes e um dia aparece no lugar um professor chamado Sinigaglia (Mastroianni), logo disposto a ajudá-los. Começa uma greve. E os sacrifícios custam a sensibilizar os donos da fábrica que resolvem apelar para a violência como forma de conter o movimento.
Importância Histórica: O filme foi candidato ao Oscar de roteiro, ganhou os prêmios principais do Festival de Mar del Plata e do Sindicato dos Jornalistas Italianos. Mario Monicelli destacou-se na comédia, de inicio em dupla com Steno, depois seguindo a linha de Dino Risi na critica de costumes. Dele, entre outros títulos, “O Incrível Exército Brancaleone”, “A Grande Guerra”, “Meus Caros Amigos 2” e “Parente, Serpente”. O filme ganhou aplausos internacionais e no Brasil conseguiu ser exibido na época do regime militar embora a censura modulasse o lançamento (passou em salas “de arte” e cineclubes). Com humor e tipos muito bem estruturados Monicelli emocionou uma geração e contribuiu para movimentos operários nas últimas décadas do século passado.
Direção de Mario Monicelli
Roteiro de Agenore Incrocci, Mario Monicelli e Furio Scarpelli.
Fotografia de Giuseppe Rotunno.
Música de Carlo Rustichelli
Elenco: Marcello Mastroianni, Folco Lulli, François Périer, Renato Salvatori, Bernard Blier, Annie Girardot, Rafaella Carrá, Gabriella Giorgelli, Mario Pisu.